O nome e o logo
O Nome do Estúdio
PANaroma já era o título do Estúdio de Música Eletroacústica privado de Flo Menezes, fundado em 1991 na região de Bolonha, Itália (ver figura abaixo), país no qual o compositor se especializava — após sua experiência de 1986 a 1990 junto ao Studio für elektronische Musik de Colônia, Alemanha — em música computacional junto ao Centro di Sonologia Computazionale da Universidade de Pádua.
Embora pareça um nome de origem tupi-guarani, o trocadilho “panaroma” foi criado pelo escritor irlandês James Joyce em sua importante obra Finnegans Wake, símbolo de complexidade, multi-referencialidade, elaboração, experimentalismo e vanguarda não só para a literatura, como também para a arte moderna em geral.
“aroma múltiplo”, “panorama aromático”
O termo ganhou evidência no Brasil com a tradução parcial desta obra de Joyce por Augusto e Haroldo de Campos, intitulada Panaroma do Finnegans Wake.
Desta feita, caracteriza bem o sincretismo contemporâneo de nossa iniciativa, realçando, por um lado, nosso pioneiro papel no Brasil quanto à institucionalização profissional de um estúdio em âmbito universitário que pode, enfim, ser comparado em pé de igualdade com os principais estúdios do gênero fora do Brasil, e, por outro lado, a face internacionalista de nosso estúdio.
O Logotipo
O logotipo do estúdio foi criado também por Flo Menezes.
A linha debaixo da pauta musical é vermelha, como se fosse uma linha revolucionária.
Essa linha desemboca numa onda dente de serra — a passagem da música instrumental para a música eletrônica.
O P, de PANaroma, sugere uma semínima na pauta.